Por G1 PR, Curitiba

Ação que mira servidores públicos e empresários investiga crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e fraude em licitações.

O vereador Marco Pozza (PSD), de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (18) durante a deflagração de uma operação das polícias civis do Paraná e de Santa Catarina.

No total, estão sendo cumpridos 67 mandados judiciais de uma ação que mira servidores públicos e empresários também de Clevelândia e Saudade do Iguaçu. A ação foi batizada de Operação Hígia.

Os crimes investigados são associação criminosa, fraude em licitações, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

Do total de mandados, nove são de prisão temporária, quatro são de afastamento temporário das funções públicas e 54 são de busca e apreensão domiciliar e/ou empresarial.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em endereços residenciais, empresariais e órgãos públicos.

O advogado Heber Sutili, que defende o vereador Marco Pozza, disse que ainda não teve acesso a todo o conteúdo do inquérito policial e por isso não soube explicar o motivo da prisão temporária por cinco dias e das buscas feitas na casa e no gabinete do parlamentar. “Estamos colaborando com a polícia e o primeiro passo agora é saber quais são as acusações contra ele e em seguida entrar com um pedido de habeas corpus”, comentou.

Prefeitura e delegacias fechadas

Por conta da operação, a Polícia Civil informou que as delegacias de Palmas, Clevelândia, São João, Coronel Vivida, Mangueirinha e Chopinzinho permanecerão fechadas nesta segunda por causa do efetivo utilizado na operação. Ao todo, 180 policiais foram convocados.

A Polícia Civil informou ainda que todos os casos urgentes e graves que porventura vierem a acontecer nesses municípios, com exceção de Palmas que atenderá em regime de plantão, serão atendidos na sede da subdivisão em Pato Branco.

A Prefeitura de Pato Branco também permanece fechada nesta segunda.

O nome da operação é uma referência à mitologia grega. “Hígia é a deusa da saúde, limpeza e sanidade, relacionando-se à Secretaria de Saúde do Município de Pato Branco onde a investigação teve início”, explicou a Polícia Civil.