Três trabalhadores compareceram à 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco para buscar apoio das autoridades. Segundo os trabalhadores, ao chegarem para o trabalho, encontraram a empresa fechada, com cadeados nas portas. Eles afirmaram que não receberam salários e querem saber como ficam os seus direitos trabalhistas, já que o patrão não atende sequer o telefone.

“Nós chegamos para trabalhar e não conseguimos entrar na empresa, que estava lacrada e com as fechaduras trocadas, nós sequer recebemos nossos salários”, afirmou o funcionário que se apresentou como gerente da empresa.

O outro lado

Mas a versão do empresário é diferente da contada pelos três trabalhadores. Acompanhado de seu advogado Fábio Briskevitski, ele procurou a TV Sudoeste para dar sua versão sobre a denúncia de fechamento da empresa protagonizada pelos três trabalhadores que registraram queixa na 5ª SDP.

“Os denunciantes alegaram ter encontrado a empresa lacrada quando chegaram para o trabalho na manhã de quinta-feira, eu só tomei esta atitude porque estava sendo proibido de entrar na minha empresa”, afirmou.

Economias pessoais

Foram mais de quatro meses de ameaças e agressões dos funcionários contra ele. “Eu fui expulso e agredido fisicamente da minha empresa, que fundei utilizando as economias de uma vida”, disse o empresário.

O advogado Fabio Briskevitski disse que as medidas jurídicas para a reintegração de posse da empresa já foram ajuizadas, e o empresário quer apenas restabelecer o domínio sobre sua propriedade e seguir produzindo, fato que vinha sendo impedido nos últimos meses.