Com certeza de aprovação pela situação, projeto de Guarda Municipal é reprovado por um voto na Câmara

As sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão foram retomadas nesta terça-feira, 01, para o segundo semestre. Em pauta foram colocados dois projetos que haviam sido retirados antes do recesso parlamentar e as matérias renderam intensas discussões entres os vereadores. O 14/17 ficou conhecido por se tratar da criação da guarda municipal em Francisco Beltrão proposto pelo Executivo. O tema contou com uma audiência pública para discutir o assunto e duas retiradas da pauta. Desta vez, a Guarda foi colocada para a apreciação dos vereadores e por três vezes a sessão teve de ser interrompida para que os legisladores pudessem discutir nas bancadas as orientações de voto.

Quando a matéria foi colocada em votação, a oposição formada pelos vereadores Camilo Rafagnin(PT), Daniela Celuppi(PT), Aires Tomazoni(PMDB) e Evandro Wessler(PPS) se manifestaram contrários ao projeto, e tiveram o reforço dos votos dos vereadores Rodrigo Inhoatto(PDT) e Zé Carlos Kniphoff(PDT), confirmando seis votos contrários. A situação formada pelos vereadores Léo Garcia(PSC), Silmar Gallina(PSDB), Fran Schmitz(PSDB), Dile Tonello(PMN) e Ademir Walendolff(PRP) foram favoráveis à criação da Guarda. Porém o resultado foi de 6×5 para a oposição. As vereadores Lurdes Pazzini(PMDB) e ELenir Maciel(PP) não participaram da votação pois a vereadora Lurdes não esteve na sessão e a vereadora Elenir por ser presidente só votaria se houvesse um empate.

A principal alegação da oposição foi de que este não é momento propício para a criação de mais uma despesa para o município. “Não somos contrários à Guarda, nem contra a segurança, mas sim o momento que vive o país e isso reflete nos municípios. Temos outras prioridades agora, mas nada impede de em outro momento voltar a discutir a implantação da guarda municipal”, argumentou a vereadora Daniela Celuppi.

Já a vereadora Fran Schmitz, líder do governo na câmara, entendeu que não foi uma derrota da administração na Câmara, mas compreendeu o posicionamento dos demais vereadores. “Damos por encerrado este assunto para este ano, mas nada impede, se assim o prefeito quiser, de que ano que vem possamos discutir a criação da Guarda Municipal novamente, já que entendemos que é um projeto que contribui para a segurança do município”, comentou.

O vereador Zé Carlos Kniphoff foi o que mais cobrou informações de impacto financeiro e sobre a forma que o prefeito investiria esse recurso na guarda. Segundo o vereador, nunca obteve uma resposta plausível da administração e por isso se posicionou contrário ao projeto. “Temos problema com a manutenção do Hospital São Francisco, que por enquanto é paliativo e ainda tenho o cuidado do repasse do dinheiro que será destinado aos servidores municipais no acordo que foi feito com o prefeito. Esse não é o melhor momento para se criar mais uma despesa para os cofres públicos, mas serei sempre favorável para termos mais segurança em Francisco Beltrão.

Nota do vereador Evandro Wessler

Ontem dia 01 de agosto de 2017, depois de muitas discussões, desde a chegada do PROJETO DA GUARDA MUNICIPAL, o qual foi rejeitado por 6 votos a 5.
Avaliamos o projeto com muito empenho, pois, sabemos da importância do mesmo. Todavia, não podemos deixar de ponderar algumas preocupações que temos antes da aprovação do Projeto:
– instabilidade na permanência do hospital São Francisco no SUS;
– a viabilidade da Guarda (custo elevado);
– falta de professores nas escolas;
– e instabilidade Política.
Isso são algumas das situações elencadas para tal reprovação do projeto.
Deixando claro que não somos contra o aumento da segurança em nosso município, mas entendemos que não é o momento para a criação de uma Guarda Municipal. E sim, utilizar os recursos que seriam destinados a Guarda para regularizar as pendencias relacionadas acima.

 

Da assessoria com a Redação do O Sudoeste