Parece um contra-senso, mas a verdade é que boa parte do patrimônio da empresa Camilotti de Francisco Beltrão está comprometido em impostos federais, estaduais, municipais e execuções judiciais.

Somente para se ter ideia do tamanho do rombo, em dívida ativa e FGTS, a empresa deve à Fazenda Nacional, o valor de R$ 26.353.024,82.

Outra execução por exemplo, em que o leilão encerra amanhã, está uma área de terra no valor de R$ 27 milhões sendo executada pelo Judiciário do Paraná, em dívida ativa do estado.

Às escuras

E a transparência? A aquisição do lote não foi discutida entre os vereadores e nem estava disposta em orçamento, argumento este utilizado pela oposição para solicitar o cancelamento do pedido de urgência da doação do terreno para a construção do Fórum de Justiça.

Por que o município e não o órgão judiciário?

Afinal, o orçamento do Paraná de R$ 60 bilhões de reais aproximadamente para 2017 não comporta a aquisição de um terreno de R$ 5 milhões? Seriam utilizados apenas 0,1% da dotação orçamentária mensal do estado.

É do Poder Judiciário de R$ 5.7 bilhões?

Sem dotação orçamentária, utiliza-se 30% do orçamento mensal

Num momento em que executivo do município começa a aumentar seu endividamento com empréstimos em várias entidades e se discute a situação do hospital São Francisco com tanto afinco (ainda não resolvida), o município faz uma aquisição milionária utilizando mais de 30% do orçamento mensal do executivo?

Você acha correto?